O Verbo se fez carne

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus ... E o Verbo se fez carne" (João 1:1, 14).

A palavra 'Verbo' aqui no grego é 'Logos', e pode traduzir-se também como 'Palavra'. Jesus Cristo é a Palavra feita carne. O que até esse momento era só celestial se tornou também terrestre. Por isso ele é chamado também Emanuel, que quer dizer "Deus conosco". A grande maravilha do evangelho é que Deus tomou a forma de homem; que o inefável se aproximou dos homens com forma humana e com a linguagem dos homens.

A vontade de Deus é que não só Jesus Cristo seja a Palavra encarnada, mas também os que são de Jesus, os filhos de Deus. Quando a mensagem chega ao homem, toca primeiro seu espírito, para vivificá-lo, e para daí, começar a sua obra transformadora, através da alma e até o corpo. A mensagem do evangelho não é fundamentalmente para a mente, mas sim para o coração. É para transformar a pessoa, não meramente para informá-la.

"A Palavra se fez carne". Esta maravilhosa frase se cumpriu perfeitamente no Senhor Jesus Cristo. Não só o que ele disse era a Palavra de Deus, mas também o que ele era demonstrava que era a Palavra. Quão necessário é que isto também se cumpra nos filhos de Deus hoje.

"Agora conheço que você é varão de Deus, e que a palavra do Senhor é verdade em sua boca" (1 Reis 17:24), disse a viúva de Sarepta a Elias, logo depois que este fizera reviver seu filho. Esta mulher não haveria dito isto se Elias tivesse multiplicado a farinha e o azeite, mas não tivesse podido resolver o problema da morte do menino. Elias estava vivendo plenamente a coerência entre fé e experiência. Seu nível de crescimento, de maturidade como servo de Deus lhe permitia encarnar a palavra.

É tão diferente um homem que conhece teologia ou Bíblia, de um que come, respira, personifica e inspira a fé que professa. Pode ser um homem singelo, sem maiores conhecimentos humanos; pode não possuir aquilo que a sociedade estima como 'culto', mas nele a verdade de Deus tem deixado o seu selo. Pode não ser refinado, nem estar amoldado aos costumes e usos sociais, mas há algo nele, quase indefinível, que nos traz o aroma do céu; uma santidade sem esforço, uma franqueza sem arranjos, um amor verdadeiro.

Provavelmente deverão acontecer muitos dias e noites; deverá haver muitos dores e lágrimas e muitas "dores de parto", com sucessivos atos de renúncia, de arrependimento e juízo próprio, antes que esta preciosa encarnação seja possível no próximo cristão. Mas é preciso que o Verbo se faça carne outra vez.

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