O ministério sacerdotal

Em João 17 encontramos o ministério sacerdotal de nosso Senhor Jesus Cristo. Ao ler este capítulo, podemos apreciar no que consiste o verdadeiro sacerdócio. No Antigo Pacto estava estipulado o papel dos sacerdotes. Ali vemos como o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo, vestido com seus trajes, nos que ressaltavam as pedras com os nomes das doze tribos. Essas pedras eram levadas tanto nos ombros como no coração. Cada vez que o sumo sacerdote entrava, era como se entrasse todo o povo com ele na presença de Deus.

Esta oração do João 17 nos mostra o verdadeiro Sumo Sacerdote, do qual aqueles do Antigo Pacto eram só figura e sombra. Este sacerdócio é nosso ministério hoje, não só dos pastores e ministros, mas sim de todos os cristãos. Todos aqueles que têm a outros sob seu cuidado. Este sacerdócio cobre muitas áreas, tanto do ministério, como também do lar. Vejamos alguns aspectos.

Primeiro, "eu rogo por eles" (v. 9). A oração se realiza a favor de outros, neste caso, dos seus, seus discípulos, os que estão sob seu cuidado.

Segundo, "guarda-os em teu nome" (v. 11). Do que hão de ser guardados? Mais adiante o diz: "Rogo ... que os guarde do mal" (v. 15). Há um inimigo que espreita; portanto, eles devem ser guardados. E este inimigo fere por traiçoeiramente. Eles não sabiam dessas astúcias; não podiam cuidar ainda de si mesmos, assim era preciso que seu Mestre e Senhor cuidasse deles.

Terceiro, "Eu lhes dei a sua palavra" (v. 14). Eles deviam ser instruídos na palavra de Deus. A Palavra tem que ser seu guia, seu rumo no caminhar pela vida. O sacerdote também é mestre dos seus.

Quarto, "Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade" (v. 17). Eles deviam ser libertados, não só de inimigos externos, mas também de inimigos internos. E para isso está a palavra de Deus. Ela nos santifica, lava-nos, purifica-nos por dentro. A Palavra é espada que penetra até dividir a alma do espírito, é fogo que queima a escória, é martelo que quebra a pedra, é lâmpada e luz para nos guiar no caminho reto; é o alimento para o espírito, é ouro purificado que nos enriquece com tesouros celestiais.

Quinto, "por eles eu me santifico mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade" (v. 19). Não só pede que eles sejam santificados, mas também ele mesmo se santifica por eles. Esta ação não é só intercessora, mas sim vivencial.

O pai de família é o sacerdote de sua casa. E aqui vimos algumas de suas tarefas como sacerdote: Rogar por sua família, pedir que sejam guardados do mal, lhes oferecer a Palavra de Deus, pedir que sejam santificados por essa palavra, e por último, viver uma vida apartada, Santa, por causa deles. Como tem sido nosso encargo neste respeito? Provavelmente, temos falhamos em mais de um ponto. É preciso retomar este santo ministério, antes que o inimigo de Deus, tome vantagem sobre nós.

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