Atendendo as necessidades presentes (2)

Tal como dizíamos ontem, o apóstolo João em sua Primeira Epístola trata quatro ou cinco temas de maneira circular, voltando sempre sobre cada um deles, mas adicionando sempre algo novo. Cada um destes temas responde a alguma das advertências que o nosso Senhor fez em relação aos dias finais.

O primeiro deles é o pecado. O Senhor advertiu que no tempo final a maldade aumentaria (Mat. 24:12). Se olharmos ao redor, veremos já o cumprimento desta profecia, embora sem dúvida isto ainda aumente. Qual será a sorte de um cristão em um ambiente assim? O que pode fazer o cristão imerso em um mundo tão pecaminoso? O apóstolo nos oferece a solução de Deus para este problema.

Em primeiro lugar, o cristão que pecou deve reconhecer o seu pecado, e confessá-lo. "Se dissermos que não temos pecado enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós" (1ª Jo. 1:8). Reconhecer que pecou e confessá-lo é o primeiro passo para solucionar o problema.

Em seguida, temos o precioso sangue do Senhor a nosso favor: "Se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com outros, e o sangue de Jesus Cristo seu Filho nos limpa de todo pecado" (1ª Jo. 1:7). O sangue do Senhor é o "instrumento" mais eficaz, e que nunca perde o seu valor.

O terceiro, Deus tem provido para o cristão que pecou, um Advogado nos céus: "Se alguém tiver pecado, temos um advogado para com o Pai, a Jesus Cristo o justo" (1ª Jo. 2:1). A falta já foi cometida, mas temos o melhor Advogado que intercede por nós. A nossa defesa não será eficaz?

O quarto é a própria vida de Deus que está dentro de nós, a qual não peca. Os recursos anteriores estão fora de nós; este está dentro de nós. "Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele" (1ª Jo. 3:9). Não quer dizer que o cristão não peca, mas de que não pratica o pecado. O pecado é a exceção, não a regra. Por quê? Porque a vida de Deus permanece nele.

Em quinto lugar, temos a intercessão do irmão, no caso daquele que pecou, e que foi visto por outro. Ele pode interceder por seu irmão, e Deus lhe perdoará. "Se alguém vir o seu irmão cometer pecado que não seja de morte, pedirá, e Deus lhe dará vida" (1ª Jo. 5:16). A oração da igreja (representada aqui por um irmão), é eficaz para ir em auxilio do membro debilitado. O socorro, então, vem também do irmão.

Como vemos, a provisão de Deus para o problema do pecado é múltiplo, e completamente eficaz. Uns operam de fora, com respeito a Deus, como o sangue de Jesus Cristo, e a função intercessora do Filho de Deus como Advogado. Outra opera de dentro: a semente de Deus permanecendo em nós, a qual nos dá o poder para não cometer pecados. Finalmente, a ajuda vem outra vez de fora, esta vez no sentido horizontal, do nosso próprio irmão.

O pecado que nos circunda –e tenta nos seduzir– é um problema insolúvel para o cristão? É um problema, sim; mas não sem solução. Porque Deus nos proveu todo o necessário para a nossa vitória. Aleluia!

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