A eleição de um homem e um povo

A eleição do povo de Israel, como também a sua longa história, é um exemplo dos tratamentos que Deus iria mostrar no futuro para com a sua Igreja. Da mesma maneira, a eleição e os tratamentos com Moisés são proféticos e tipos das coisas futuras. Moisés fez as coisas segundo o modelo de Deus, mas essas coisas eram um testemunho do que se haviam de anunciar.

Naturalmente se refere às coisas que hoje nós os cristãos vivemos, não mais como sombras ou figuras, mas sim como realidades definitivas, eternas. Assim que as figuras de Israel e de Moisés, os seus atos, os seus tratamentos, adversidades, os seus fracassos e infidelidades; como também a fidelidade de Moisés, são coisas que temos que olhar atentamente para entender melhor o nosso próprio caminho.

À vista disso, temos que nos perguntar preliminarmente, por que Deus escolheu a esse povo, e a esse homem? Sabemos que com respeito a Israel há um passado ligado a Abraão e a Isaque que explica a eleição, mas se centrarmos a nossa atenção no próprio povo nos perguntamos: sendo um povo de príncipes, destinado a possuir a terra, por que Deus o levou pelo caminho da escravidão, e por que Moisés o conduziu pelo caminho de um proscrito?

Pela eleição de Abraão deveria passar muito claramente de pais para filhos. Isaque deveria estar muito consciente dela; o mesmo Jacó. Quando Jacó –já como Israel– abençoa os seus filhos, e profetiza a respeito do seu futuro, mostra especialmente a Judá e a José um caminho muito glorioso (Gen. 49:10, 25-26).

O destino profetizado aqui aos filhos de Israel é glorioso; no entanto, a primeira coisa que Deus faz com este povo é levá-lo para o Egito para que fosse um povo de escravos. Sabemos a forma como chegou ao Egito, e de que maneira Deus providenciou para ele dias de bonança enquanto José viveu. No entanto, os tempos mudaram, e literalmente, Israel, o povo escolhido, se tornou um povo de escravos, e com a pior classe de escravidão imaginável.

Da mesma maneira Moisés, tendo nascido como um menino formoso, não só para os seus pais, mas também para Deus (At. 7:20), e depois de haver-se criado no palácio real, caiu até o grau mais baixo da honra humana. Um príncipe de Deus se tornou um homicida, fugitivo da justiça por mais de quarenta anos.

Há nestes atos que descrevemos superficialmente, um mistério muito grande. É como se Deus, que favorece os seus, depois os honra e os levanta, tivesse-os depois deixado cair. É como se a sua mão tivesse se apartado deles, tivesse-os deixado sozinhos, e então a confusão os envolveu e perderam toda a esperança. Que propósito tinha Deus com tudo isso? Isto veremos amanhã.

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