Quebrando a inércia

Exortação a uma mudança de atitude em nossa tarefa como igreja.

Rubén Chacón

"Porque o Filho do Homem veio buscar e a salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10).

Queremos insistir com uma palavra que estivemos ouvindo neste último tempo, seguindo a direção do Espírito Santo. Esta não é uma palavra nova. E por que insistir? Porque não devemos ignorar a vontade de Deus, porque o ensino é muito importante. Mas isso não é tudo. É uma bênção saber, mas precisamos fazer o que sabemos.

Não é suficiente o ensino; tem que haver também exortação. A exortação procura que façamos aquilo que sabemos e que não estamos fazendo. E uma vez em ação, a exortação deve permanecer, para que não abandonemos a prática. Por isso, a Escritura nos manda perseverar.

Necessitamos de uma revolução

Necessitamos com urgência de uma revolução; necessitamos que o Senhor nos revolucione, quebrando a inércia na qual estamos. Peço ao Senhor que nos revolucione e que nos sacuda, porque, se não mudarmos de atitude, estamos destinados a desaparecer. Se não estivermos dispostos a segui-lo para onde nos quer levar, ele não nos confiará mais coisas.

Somos uma fração da igreja que tem como característica principal sermos uma obra de restauração. Caminhamos recuperando aquilo que a igreja perdeu. Estamos abertos a seguir o Senhor para a normalidade, somos chamados a recuperar e tornar nosso tudo aquilo que pertence à igreja.

Há um aspecto dessa recuperação que não foi produzida ainda. Não podemos continuar pensando que tudo o que o Senhor nos dá é só para o nosso próprio regozijo ou edificação. Necessitamos de uma revolução. Estamos realmente dispostos a ouvir o Senhor nos dizer o que precisamos fazer?

Dias atrás, falou-se sobre as marcas de uma igreja madura. Entre elas, por exemplo, foi mencionado que uma igreja madura tem fundamentos claros, que os irmãos têm relações firmes e sadias, e foi enfatizado o lugar que Cristo ocupa: sua centralidade e supremacia. A isso, devemos acrescentar que essa igreja madura deve evangelizar, testemunhando do Senhor diante das pessoas que não o conhecem. Esta marca não pode estar ausente em nós, se falarmos de restaurar a igreja.

Nossa realidade

Sabemos que este país está se tornando velho. A taxa de natalidade está caindo, e o país se encherá de pessoas que estão envelhecendo. Se nós extrapolarmos isto, significa que o país vai desaparecer. Creio que essa é também a nossa realidade espiritual – uma taxa de natalidade muito baixa.

Estamos presos a uma força centrípeta, que nos faz girar em torno de nós mesmos, aqui no interior, bem guardados, mas alheios do mundo, sem contato com os perdidos, com as pessoas que não conhecem ao Senhor.

Quando uma pessoa é recém convertida, ainda tem todas as redes, todos os contatos. Se ganhar alguém para Cristo, por trás dele há muitos outros que, se fôssemos sábios, poderíamos não só ganhá-los, mas a toda a rede com a qual estão relacionados.

Nós não fazemos isso. À medida que passa o tempo, vamos cortando todas nossas relações com os que não conhecem ao Senhor, inclusive com nossos próprios familiares não convertidos. Parece que os filhos de Deus não devem juntar-se com os não convertidos. Isso temos feito na prática.

Buscar e salvar

«Porque o Filho do Homem veio buscar e a salvar o que se havia perdido» (Lucas 19:10). Este é o texto que resume todo o evangelho de Lucas. São palavras do próprio Senhor. Esta é a razão pela qual ele veio ao mundo – para buscar e a salvar o que se havia perdido. Este versículo aparece também em Mateus 18:11: «Porque o Filho do Homem veio para salvar o que se havia perdido». Aqui falta o verbo buscar. E não é casualidade, porque a ênfase de Lucas é precisamente mostrar esse aspecto.

O Filho do Homem veio salvar o que se havia perdido. Nós somos evidências disso. Estávamos perdidos, e o Senhor nos salvou. Mas o interessante do testemunho de Lucas é que, antes de salvar ou para efeitos de salvar, o Senhor saiu para buscar o que tinha que ser salvo.

Nós oramos dizendo: «Que venham! As portas estão abertas; recebê-los-emos com amor!». Mas esse não é o sentimento de Cristo. Eles não virão, a menos que saiamos para buscá-los. Nós estamos voltados para dentro, e o Senhor quer que saiamos para fora. Ele deixou seu trono e veio à terra. Não pregou a nós lá de cima. Não, ele se fez homem, e veio viver entre nós.

Mas isso não é tudo. Lucas relata como, estando já aqui, na terra, Jesus fez para se introduzir entre os pecadores, relacionando-se com eles. No evangelho, todos os seus contatos eram com pessoas pecadoras, a qual nós evitamos, porque não queremos nos poluir.

Nós fomos chamados para sermos conformados à imagem de Cristo. Neste ponto, precisamos corrigir o rumo. O Senhor tem que fazer uma cirurgia radical, porque parece que ainda não estamos entendendo. Algo deverá ocorrer, caso contrário, estamos destinados a desaparecer.

O sentimento de Jesus

Vamos percorrer brevemente no evangelho de Lucas, vendo como o Senhor Jesus saiu para buscar e para salvar o que se havia perdido. Já falamos do passo mais importante: que ele deixou o céu e veio para a terra. Mas agora, estando na terra, como ele saiu para buscar? Que, seguindo o exemplo do Senhor, nós possamos ser realmente sacudidos e reorientados.

Lucas 5:27 relata a chamada de Levi, conhecido como Mateus. Levi era um publicano, as pessoas mais detestáveis dessa época. Eram judeus que trabalhavam para o império romano, considerados traidores. Além disso, eles cobravam impostos dos judeus para o império romano.

«Depois disso saiu e viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado à mesa dos impostos, e disse-lhe: Segue-Me. E, deixando tudo, levantou-se e começou a segui-Lo» (Luc. 5:27-29).

O Senhor, com uma só palavra: «Segue-me», tocou o coração de Mateus. Aquele recém convertido, cheio de gozo e de gratidão, fez um grande banquete em sua casa, para celebrar a sua conversão, e convidou a Jesus e os seus discípulos. Mas convidou também a todos os seus amigos, pessoas rejeitadas pela sociedade judaica, «e de outros que estavam à mesa com eles», certamente também pecadores.

O escândalo do evangelho

Você iria a uma festa que estará cheia de mundanos? O dono da casa acaba de se converter; é uma boa razão para ir, mas haverá muitos pecadores. E o Senhor Jesus, o homem mais espiritual que pisou nesta terra, foi, e foi com os seus discípulos. O verso 30 diz: «E os escribas e os fariseus murmuravam contra os discípulos, dizendo: por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?».

Então, se você for se relacionar com os que não conhecem ao Senhor, prepare-se, porque vão criticá-lo. Quem são os equivalentes aos escribas e os fariseus hoje? É muito forte reconhecê-los, mas na realidade somos nós mesmos: «Irmão, você é chamado para a comunhão dos santos. O que você faz juntando-se com gente dessa estirpe!».

Mas o Senhor estava ali, na festa. Estava contente vendo como Mateus dava atenção. E que preciosa é a sua resposta: «Jesus respondeu, dirigindo-Se a eles: Os sãos não necessitam de médico, e sim os que estão doentes.Não vim para chamar os justos ao arrependimento, e sim os pecadores» (v. 31-32).

Em outras palavras: «Vocês, evangélicos fariseus, onde esperam me encontrar? Por que vocês se escandalizam por ver-me aqui? Se eu vim para chamar os pecadores ao arrependimento, o lógico é que me encontrem entre eles. Onde esperam encontrar um médico, entre os sãos ou entre os doentes?».

Onde deveriam te encontrar? Quando os irmãos passam do seu lado, com quem deveriam te ver falando e se relacionando? Isto não significa que abandonemos a comunhão dos santos. É obvio, temos tal comunhão; mas também temos uma missão para com o mundo. Seria o mais natural que nos vissem falando com pessoas incrédulas, participando com eles nas suas atividades.

A nova espiritualidade

Temos espiritualidade para fazer isso? Poderia ser algo perigoso. Caberia pensar: «Eu estou apenas me salvando entre os irmãos; se me associar com os incrédulos, talvez eles e eu se percam». Temos a espiritualidade de Cristo? Se não for assim, o problema é mais grave ainda. Quer dizer que o fundamento não está bem posto, apesar de permanecer aqui, presos e ensimesmados.

«A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são semelhantes?São semelhantes a meninos que se sentam na praça e que gritam uns para os outros e dizem: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos canções de lamento, e não chorastes.Porque veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem um demônio.Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores» (Luc. 7:31-34).

João o Batista representa a espiritualidade do Antigo Testamento, onde o mandamento de Deus era separar-se dos pagãos. João, o último profeta antigo, não comia pão nem bebia vinho. Mas Jesus reprovou os judeus, porque eles também não gostaram disso, e disseram: «Tem demônio». Agora veio ele, que representa a espiritualidade do Novo Pacto, e foi rotulado de «homem comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e de pecadores». Quem os entendia?

O Senhor não hesitou em citar o que as pessoas diziam dele. Ao juntar-se com os pecadores, ele ganhou essa fama. Você gostaria de ganhar esses elogios? E quem farão este comentário? Os próprios crentes! Irmãos, você quer se parecer com Jesus? Estamos entendendo o que temos que fazer? É o que estivemos fazendo até agora?

Em Lucas 7:36-50, Jesus visita a casa de um fariseu. Frequentemente, o Senhor confrontava os fariseus. Mas, como ele veio buscar e salvar o que se havia perdido, um fariseu chamado Simão o convidou para almoçar, e ali é relatada uma cena muito singular. Uma mulher pecadora entrou na casa de Simão e começou a lavar os pés de Jesus com as suas lágrimas e a beijá-los. O Senhor permitindo que uma prostituta beijasse os seus pés! Que escândalo aos olhos dos religiosos!

A atração de Jesus

«Aproximavam-se de Jesus todos os cobradores de impostos e pecadores para ouvi-Lo,e os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe os pecadores e come com eles» (Luc. 15:1-2). Todos se aproximavam dele para o ouvir. Por que não ocorre a mesma coisa conosco? Por que, em vez disso, fogem de nós? Onde estava a segredo? Ele os recebia. O que significa isso? Recordemos o texto de Romanos 15:7: «Recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus».

Jesus recebia os pecadores, porque se interessava por eles. Ele os amava, sentia compaixão por eles, porque os via desamparados e queria lhes ajudar. Por isso, sentava-se para comer com eles.

Você iria comer na casa daqueles que não conhecem ao Senhor? «Eu não suporto esta pessoa que fuma e diz palavrões; prefiro compartilhar com os irmãos». Claro, isto tem o seu tempo e o seu lugar. Mas o Senhor recebia os pecadores e comia com eles; com certeza queriam ouvi-lo.

No capítulo 15, o Senhor se refere a três parábolas: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho pródigo, para tratar de corrigir a hipocrisia dos escribas e fariseus. Nas três parábolas, quando o que foi perdido é achado, há alegria. «Haverá mais gozo no céu por um pecador que se arrepende, que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento» (v. 7).

Com isso, o Senhor está dizendo aos fariseus que deveriam se alegrar de vê-lo com os pecadores. Eles deveriam estar contentes ao ver como ele buscava salvá-los. Você deveria se encher de alegria quando vir a um irmão fazendo isso. E na última parábola, Jesus representou os escribas e fariseus no irmão mais velho. Este, quando o filho foi achado e o pai fez uma festa, zangou-se. Você quer se parecer com Cristo? Está disposto a ser criticado?

Lucas 19 registra a história de Zaqueu, chefe dos publicanos. O Senhor foi a sua casa, e Zaqueu foi salvo! «Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo que tinha entrado para posar com um homem pecador». E Jesus diz: «Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido».

Se nós tivéssemos vivido naquela época, em que grupo estaríamos? Entre os discípulos que seguiam ao Senhor e a todos os seus contatos e relações, ou entre os escribas e fariseus? Entre os que andavam com Jesus ou entre os que murmuravam contra ele? Se Jesus tivesse pertencido a uma igreja do nosso tempo, seguramente que, se não o expulsassem, já o teriam colocado em disciplina.

Contado com os iníquos

Em Lucas 22, o Senhor está a ponto de ser preso. Ele sabe que vem a multidão, encabeçada por Judas, que lhe entregará com um beijo. «Então lhes disse: Pois agora, o que tem bolsa, tome-a, e também o alforje; e o que não tenha, venda seu manto e compre uma espada» (v. 36). O Senhor arma os seus discípulos! «Porque vos digo que é necessário que ainda se cumpra em mim aquilo que está escrito: E foi contado com os iníquos; porque o que se refere a mim terá cumprimento» (v. 37).

Ou seja, ele foi achado como se fosse um iníquo a mais, junto a outros iníquos. «Então eles disseram: Senhor, aqui há duas espadas. E ele lhes disse: Basta» (v. 38). O que significa isto? De forma deliberada, Jesus está dizendo: «Quero que saibam que eu fui preso andando no meio de bandidos armados».

É como se um noticiário dos nossos dias dissesse: «O irmão Tal foi detido junto a um grupo de jovens que estavam se drogando nas ruas». Creio que o Senhor fez isto para nós, para que pela eternidade fique claro que ele não teve asco dos pecadores, mas amou-os, interessou-se por eles, esteve próximo e comeu com eles, para resgatá-los, para salvá-los, para libertá-los.

Que impressionante! Que diferente de nós! É uma atitude e uma conduta tão diferente. Somos mais santos que o Senhor? Ele é o mais santo e espiritual. O que nós somos, então, com uma atitude tão farisaica?

Por último, como o Senhor morreu? Lucas 23. Isto também nos comove. Aqui estão levando a Senhor ao Calvário. «Levavam também com ele a outros dois, que eram malfeitores, para serem mortos» (v. 32). Até na morte, segue junto com eles.

«Eu quero morrer em minha casa, entre os irmãos. Em meus últimos momentos, queria que chegassem os irmãos e cantassem». Mas, como o Senhor escolheu morrer? Entre dois malfeitores, um a sua esquerda e outro a sua direita. Os outros evangelhos dizem que nesse momento se cumpriu a Escritura que diz: «Foi contado entre os iníquos». Lucas colocou antes.

Jesus está morrendo na cruz como um malfeitor, mas, no meio de dois pecadores que estão sendo justamente castigados. Até em sua morte, ele esteve conectado com os pecadores. E ele não perdeu nem mesmo essa oportunidade: dos dois, salvou um. «Hoje estarás comigo no paraíso». Aleluia!

Jesus saiu para buscar o que se havia perdido. E nós, estamos saindo para buscar? Então, temos que começar por algo. Fazer algumas reuniões esporádicas de evangelismo não é a normalidade na igreja. Não. A normalidade na igreja a alcançaremos se mudarmos de atitude. Se o Senhor derrubar nosso farisaísmo, se verdadeiramente formos santos e espirituais, então teremos a atitude de Jesus. Isso nos transformará em uma igreja normal.

Neste aspecto, precisamos recuperar uma igreja normal, onde cada irmão tem a atitude correta para com os perdidos, e esta significa ir e aproximar-se dos não convertidos. Participe de suas celebrações quando o convidarem. Claro, a nós, depois de tantos anos distanciados, não somos mais levados em conta, nem para nos avisar que faleceu um tio. Não será fácil retomar isso.

Uma mudança de atitude

Temos a espiritualidade para fazer isto? A ideia é que, se o prenderem com um bando de drogados, você não estava se drogando com eles. Você estava ali falando do Senhor a eles. Temos a espiritualidade para agir como Jesus? Se não for assim, fiquemos aqui fechados, seguros. Mas, se queremos ser como o Mestre, temos de ter uma atitude totalmente diferente com os pecadores que não temos hoje, e por isso eles não querem ouvir o que temos para lhes dizer.

Reitero, necessitamos de uma revolução. Temos que desarmar isto, mas temos que agir. Não podemos continuar assim. Por mais que continuemos pregando, eu creio que isto não mudará sem uma medida radical que, é óbvio, tem que o Senhor fazê-la. Nós estamos voltados para dentro, preso a uma força centrípeta, e temos que sair enviados para fora.

Então não haverá necessidade de trazer convidados. Sabem quando eles chegarão aqui? Quando já vierem convertidos, acrescentando-se à comunhão. Enquanto isso, sugiro-lhes o seguinte: Se forem fazer uma reunião evangelística onde trarão pessoas que não conhecem ao Senhor, o culto deve ser breve, no máximo de uma hora e quinze. Se quisermos ganhá-los para o Senhor, e importuná-los por duas horas e meia, não voltarão nunca mais, porque eles não nasceram de novo, e não entendem.

Se alguém chegar convertido, é outra coisa. Se mudarmos a nossa atitude, e nós o ganharmos em nosso trabalho ou na vizinhança, se nós mesmos fomos cuidando e discipulando duas semanas antes de que chegassem para cá, isso seria outra coisa.

Mas se vamos trazê-los, tudo bem para mim. Devemos começar com algo, e façamo-lo com sabedoria. Os cultos devem ser breves. Talvez mais que pregações, um par de testemunhos. Agora, se quisermos tê-los depois para lhes falar, tenhamos uma festa ágape, e enquanto compartilhamos uma bebida e um sanduíche, falemos a eles do Senhor em uma conversa informal, que deixe neles desejos de voltar. Mas se lhes pregar longamente, não voltarão mais, a menos que se convertam nesse dia.

Espero, na misericórdia do Senhor, havê-los incomodado e até havê-los ofendido um pouquinho. E se não puderem dormir esta noite, me alegraria muito. Que sua palavra nos deixe inquietos, pedindo perdão ao Senhor e dizendo: «Nos revolucione, Senhor. Quebre os nossos esquemas culturais, farisaicos, e nos envie para os que estão fora». Amém.

Síntese de uma mensagem oral ministrada no Temuco (Chile), em Outubro de 2018.

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