O sentimento de Cristo

A real inspiração de Cristo no serviço de todos os crentes.

Gonzalo Sepúlveda

"Acerca desta salvação, investigaram e averiguaram diligentemente os profetas que profetizaram a respeito da graça destinada a vós, esquadrinhando que tempo e que ocasião indicava o Espírito de Cristo que estava neles, o qual anunciava de antemão os sofrimentos de Cristo e as glórias que viriam depois deles… conhecendo primeiro isso, que nenhuma profecia da Escritura procede de interpretação particular, porque nunca a profecia foi trazida por vontade humana, entretanto, os santos homens de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (1 Ped. 1:10-11; 2 Ped. 1:20-21).

Os profetas do Antigo Pacto

Em suas duas epístolas, o apóstolo Pedro reconhece a graça do Senhor nos servos de outro tempo, os profetas do Antigo Testamento, que falaram sendo inspirados pelo Espírito Santo.

Aqueles eram homens comuns, sujeitos a paixões semelhantes às nossas; mas uma coisa os fazia especiais: Deus estava por trás deles. Eles não falavam as suas próprias palavras, eles emitiam juízos, mas não eram seus próprios juízos. Sua inspiração era uma instrução, um mandamento, que vinha do céu.

Surpreendentemente, aqui diz que o Espírito de Cristo estava neles. Eles falaram com autoridade, com firmeza, porque tinham recebido uma ordem divina. A uns lhes foi dito: «Fale, quer ouçam, quer deixem de ouvir, porque são povo de dura cerviz... Você irá falar a eles, mas não quererão te ouvir; mas eu tenho feito o teu rosto como um pederneira. Porque queiram ou não queiram ouvir, saberão que houve um profeta entre eles» (Ez. 2:4-5; 3:7-9)

Eles falaram com paixão e com lágrimas. E diz a Escritura que o Espírito de Cristo estava neles, anunciando de antemão os sofrimentos do Senhor.

Daniel em seu livro profético, anuncia certo tempo entre uma semana e outra, o qual intriga os estudiosos. Qual é a semana de Daniel? Profetizando dos últimos dias, do tempo do fim, ele fala de um dia em que «será tirada a vida do Messias» (Daniel 9:26). Isso aponta para os sofrimentos do Filho de Deus, que veio a este mundo e que deu a sua vida na cruz por todos os homens.

Daniel também descreve uma cena magnífica: «Olhava eu na visão da noite, e eis que com as nuvens do céu vinha um como um filho de homem, que veio até o Ancião de dias, e lhe fizeram aproximar-se diante dele. E foi-lhe dado domínio, glória e reino... seu domínio é domínio eterno, que nunca passará» (Dan. 7:13-14). Então, temos também neste profeta tanto os sofrimentos como as glórias de Cristo.

Que precioso era o que eles anunciavam, mesmo sabendo que aquilo não era para si mesmos! A palavra anunciada, que podia entusiasmá-los com esperança, não ficou parada ali. E embora isso tenha custado a alguns a perseguição, a dor, ou mesmo a vida, não deixaram de proclamá-la, porque era uma mensagem que seria de bênção para muitos. Eram homens de Deus falando a toda humanidade.

Como se sentiram no meio da multidão, ao ver às pessoas apáticas, endurecidas, cheias de idolatria? Mas tinham a mensagem e não podiam se calar. Graças ao Senhor por aqueles servos que agradaram o coração do Senhor! Mas se estes foram especiais, quanto mais foi o próprio Cristo presente na terra!

O sentimento de Cristo

«Haja, pois, em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus» (Flp. 2:5). «Vós», inclui a todos os crentes que estão ligados com Deus em Cristo, aqueles que o receberam, sabendo que não há outro objetivo na vida, que todo o resto é passageiro, exceto Cristo e sua glória.

Nos diz: «Haja, pois, em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus». Qual foi o sentimento que governou o Senhor Jesus Cristo nos dias de sua carne?

«…o qual, sendo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se aferrar,antes, despojou-Se a Si mesmo, tomando forma de servo, feito semelhante aos homens» (Flp. 2:6-7). Se ele tivesse se agarrado a sua condição divina, teria exigido a sua função permanente. Ele não teria aceitado um humilde jumentinho para entrar em Jerusalém, mas uma majestosa carruagem de um rei. Entretanto, tomou a forma de servo, «feito semelhante aos homens; e estando na condição de homem, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz» (v. 8).

Tomar a forma de servo e ser obediente até a morte – tal é o sentimento de Cristo, claramente explicado nos evangelhos. Sendo Senhor, ele veio como servo; sendo Deus, veio como homem. E em lugar de exigir adoração, pegou uma toalha e uma bacia, e lavou os pés empoeirados de seus discípulos.

Essa atitude de Jesus impactou profundamente os seus corações. Já tinham percebido, embora não completamente, do quão grande era o Senhor. «Como tu, Senhor, lava-me os pés!». Este é o sentimento de Cristo. «Haja, pois, em vós, este mesmo sentimento…». Esta palavra é para a igreja, para nós.

Um engano grave

Nós poderíamos cometer um engano muito grave. Poderíamos estimar nossa realidade como uma condição muito especial, pensando: «Eu tenho tudo em Cristo», e ficarmos satisfeitos com tudo o que recebemos, e continuar recebendo da abundante graça do Senhor, mas sem dar, sem entregar.

Seria um engano dizer: «Sou filho de Deus; meu nome está inscrito nos céus, sou membro do corpo de Cristo e o Senhor é a minha cabeça». Podemos pregar em conferências, conhecer muito e nos deleitar nisso; mas sem transmitir a palavra a outros, não dando de graça o que de graça recebemos. Então, o sentimento de Cristo não estaria em nós.

Que o Espírito Santo nos inspire. Se os servos de antigamente foram fiéis a Deus anunciando a palavra, mesmo que isto lhes custasse a vida, quanto mais nós, agora que o Senhor já veio, levantou-se em gloriosa ressurreição e está assentado à mão direita da majestade nas alturas.

Ai do cristão religioso que crê que tudo é para ele! Nós temos um chamado do céu. Caminhamos na terra, mas nosso coração pertence a Aquele que transpassou os céus. Ele deve ser o foco, a única inspiração da nossa vida. Todo o resto é acréscimo.

Se não estivermos vivendo assim, estamos fracassando na nossa carreira. Somos cristãos, mas não temos o sentimento de Cristo. O crente real, que tem no Senhor o seu foco, terá também em si mesmo o mesmo sentimento de Cristo, para tomar a forma de servo, sentir o que o Senhor sente e amar o que ele ama.

Agradando ao céu

O céu estava contente com aqueles servos como Isaías ou Daniel, que falaram de Cristo e da cruz com tanta delicadeza. E, como falaram anunciando as glórias que viriam atrás deles, o céu ficou contente com esses servos. E o que dizer do Senhor Jesus. Como o Pai se agradou de seu Filho! «Este é meu Filho amado, em quem está todo o meu prazer».

Então, nós servos deste tempo não podemos ficar quietos. Quando não estamos presentes, seja na oração corporativa, no partir do pão, na comunhão uns com outros ou para ouvir juntos a palavra, temos um sentimento de perda, e isso é porque há um fogo dentro nós, um rio que está querendo fluir.

Quanto mais, neste tempo, o céu tem que agradar-se dos crentes! Por isso, o Senhor insiste que se ache em nós este sentimento. Não somos senhores, mas servos. Não procuramos o aplauso nem a adulação. Tomamos a cruz, para que a glória seja do Senhor e não nossa, tomando forma de servos, com o mesmo sentimento de Cristo, para servir a outros.

O exemplo do Mestre

«Percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda enfermidade e doença do povo.E, ao ver as multidões, teve compaixão delas; porque estavam aflitas e abatidas como ovelhas que não têm pastor.Então, disse a Seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os obreiros são poucos.Rogai, pois, ao SENHOR da seara que envie obreiros à Sua seara» (Mat. 9:35-38).

Imaginemos essa cena. Ele tinha vindo do céu, sabendo que tinha saído do Pai. E estando entre os homens, olhava para a multidão. Eram cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. Poderiam ser talvez dez mil. E ele olhava para essas pessoas, mas vendo os seus corações abatidos; sabia reconhecer as lágrimas dessas mulheres, e via esses jovens sem esperança e a essas crianças inocentes.

Em outra passagem, lemos: «E, chamando seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque já faz três dias que eles estão comigo, e não têm o que comer; e não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho» (Mat. 15:32). Que amor de Cristo! Viu a fome deles, mas não só a fome física, mas a fome espiritual. E quis atendê-los. Simplesmente tomou os pães, na pouca disponibilidade que havia, abençoou-os, multiplicou-os; todos se saciaram, e sobrou!

Quando o Senhor viu a multidão faminta, aquilo comoveu o seu coração, e supriu a sua necessidade. Mas, mais do que isso, ele via a condição dos homens. Ele curou toda doença; viu a enfermidade dos homens e mais que a enfermidade física, as enfermidades do coração. Como o Senhor vê ao homem? O vê doente. Como vê as multidões? Desamparadas.

Nosso tempo

Quando o Senhor vê a multidão de hoje, como vê, por exemplo, os nossos jovens? Escravos das redes sociais, com amigos virtuais. Na realidade, eles são amigos falsos. Um amigo virtual pode ser um depredador, que busca obter de ti o maior proveito, e não se importará em te destruir.

Esta é a sociedade atual, extremamente entretida. Basta apertar um botão e tem cem canais; liga um computador e tem milhares de páginas. Mas isso é enganoso; na realidade, não tem nada. Isso não é teu – há uma mente interessada por trás disso, que a única coisa que deseja é capturar a sua atenção.

Os desenvolvedores de dispositivos eletrônicos criaram uma alerta para avisar ao usuário: «Tomando muito tempo, reaja!». Parece que eles são tão bem intencionados, te ajudando a restringir o seu tempo na internet. Mas eles buscam somente que você fique outro tanto, para continuar ganhando você. É como um drogado ao qual lhe prolongam a vida para que continue comprando droga. Se ele morrer, eles perdem uma fonte de lucro.

Como o Senhor vê hoje em dia às multidões? Os vê dispersos, sem rumo. Quando alguém conversa com outro é fácil perceber quão dispersa é a sua conversa. Passa de um assunto para outro. Sua vida, seus gastos, seu descanso, tudo, é disperso. Quer dizer, não está no caminho, não está focado – está perdido.

O homem atual continua da mesma forma. A única coisa que mudou foi a parte material. Naqueles tempos, seguramente a multidão se vestia insuficientemente, comia mal, e não tinha comodidades. Hoje em dia, essa mesma multidão enche os centros comerciais e as ruas, e tem muitas comodidades, mas com o mesmo desamparo, a mesma dispersão, a mesma enfermidade e a mesma fome.

O Senhor negou-se a si mesmo, tomou a forma de servo, e olhou para aquela multidão. Que ele nos socorra para também possamos ver assim o mundo, com os seus olhos. Como o Senhor está vendo a nossa vizinhança, a nossa parentela? Há pessoas que o Senhor quer que você sirva. Todos temos que servir!

A dor do Senhor

Em Ezequiel 34, o Senhor diz: «Não fortalecestes as fracas, nem curastes a enferma; não ligastes a quebrada, não fizestes voltar ao redil a desgarrada, nem buscastes a perdida, mas governastes sobre elas com violência e com dureza.E andam errantes por falta de pastor, e são presa de todas as feras do campo, e se dispersaram.Andaram perdidas minhas ovelhas por todos os montes e em toda colina alta; e em toda a face da terra foram espalhadas minhas ovelhas, e não houve quem as buscasse, nem quem perguntasse por elas» (4-6).

Esta é uma reclamação do Senhor; ele tem dor em seu coração. Ouçamos o seu sentimento, lembrando da expressão do Espírito Santo: «Haja, pois, em vós, este mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus». Nós temos que sentir o que o Senhor sentiu.

«E andam errantes por falta de pastor». Aqui, é necessário fazermos uma explicação sobre a palavra pastor. Por causa do conceito tradicional do que é um pastor, poderíamos errar o alvo, pensando que este é aquele dever de um homem especial que faz tudo: visitar, consolar e aconselhar a todos. E, também poderíamos substituir, em nossa mente, este único pastor por um grupo ou equipe pastoral, mas ainda com a mentalidade religiosa de que só eles deveriam fazer toda esta obra.

Que o Senhor nos socorra, porque todos nós, como igreja, somos servos do Senhor. Não que estejamos pensando em deixar todo o trabalho nas mãos de «especialistas», e nos sentir satisfeitos em apenas ouvir um sermão dominical. O céu está esperando encontrar em todos os santos um coração disposto ao serviço. É um sério engano sentar-se e esperar que outro faça o trabalho que todos somos chamados a fazer.

Em um certo sentido, todos somos ovelhas daquela multidão que o Senhor viu dispersa e cheia de necessidades. Dali todos nós saímos. Mas há uma progressão: as ovelhas devem ser discípulos, que aprendem de seu Mestre. Não só os obreiros e anciãos, mas todos, somos chamados a sermos servos do Senhor.

Que engano o maligno colocou no povo de Deus, ao criar uma casta especial encarregada dos assuntos espirituais, enquanto o resto é um paroquiano passivo.

Que o Senhor nos desperte. Que o fogo de Deus destrua para sempre esse pensamento religioso. No corpo de Cristo não pode haver membros passivos. Apesar de termos sido ovelhas sem pastor, nos tornamos discípulos e servos deles. E o Senhor foi além disso: chamou-nos «amigos», que sentem o que ele sente, que conhecem os seus propósitos.

Que a palavra do Senhor nos inste. Todo verdadeiro crente sabe que é um membro do corpo de Cristo, e todo membro, por menor que seja, tem uma função. Se até aqui fomos membros passivos, peçamos perdão por ter entristecido ao Espírito e não ter o mesmo sentimento de Cristo.

Procurando as ovelhas perdidas

O Senhor fala de «ovelhas gordas» (Ez. 34:16, 20). E não fala de uma condição física, mas daqueles que recebem e não dão. «Haja, pois, em vós o mesmo sentimento». Ele quer nos ver conectados a ele, quer que nos interessemos pelo que ele pensa. A evangelização não pode ser simplesmente um programa porque as almas estão se perdendo. Por mais nobre que seja esse sentimento, ainda está no plano humano. A inspiração de todo crente nasce da comunhão viva com o seu Senhor.

«…e não houve quem as buscasse, nem quem perguntasse por elas» (Ez. 34:6). Se o Senhor está dizendo que alguém não fez o seu trabalho, não culpemos a um par de homens especialistas. Não. É provável que você mesmo não esteja fazendo esse trabalho. Esta palavra é para você. O Senhor diz: «Não fortalecestes as fracas». Está pensando na ovelha frágil, e ele não quer que continue frágil; está pensando naquele extraviado que perdeu o rumo, e ele não quer deixá-lo ali perdido.

As ovelhas perdidas são o resto da humanidade. O Senhor olha para elas com compaixão. Como nós vemos hoje às pessoas, os companheiros, os vizinhos, os parentes? Só há juízo dentro de nós, de uma posição privilegiada, como nos agarrando ao chamado que temos e ao que somos hoje? Que o Senhor nos liberte, pois ele nos pedirá contas. «Cada um dará conta de si mesmo a Deus».

Ouçamos a sua voz; ele quer que vamos, que tomemos a atitude de servos e que colaboremos com ele em buscar as suas ovelhas. «Não havia quem as buscasse». É uma reclamação. Será que eu ou você não são os que não foram procurar? «…nem quem perguntasse por elas». Às vezes basta apenas perguntar. Você não sabe qual problema um irmão pode estar sofrendo, mas, ao receber a sua chamada dirá: « Obrigado Senhor, ao menos alguém se lembrou de mim».

Lembra de alguém que esteve na comunhão e agora não está? Temos que nos perguntar e ir buscá-lo. Não procuramos glória para nós nem ganho humano nisto.

O Senhor está olhando para essa multidão desamparada da qual ele tem compaixão. Dessas pessoas que hoje vemos cativas, sairão homens e mulheres que reinarão com ele, graças a servos que tiveram o mesmo sentimento de Cristo.

Se formos compartilhar com alguém, precisamos ser inspirados pelo coração amoroso do Bom Pastor, mais que pelo amor humano. Ele quer que esses corações dispersos e desamparados sintam, ou tornem a sentir por dentro dos seus corações, a torrente do Espírito Santo.

O serviço de todos

No âmbito espiritual, algo grandioso está acontecendo no mundo; devemos estar alertas. Não seria estranho que muito em breve se produza tal fome e tal necessidade, que se cumpram algumas profecias, como esta: «Eis que vêm dias, diz Jehová o Senhor, nos quais enviarei fome à terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra de Jehová. E irão errantes de mar a mar; do norte até o oriente discorrerão procurando a palavra de Jehová, e não a acharão» (Amós 8:11-12).

As multidões terão fome, e o Senhor nos dirá o mesmo que disse a seus discípulos: «Dá-lhes vós de comer».

Nós entesouramos, ouvimos tantas mensagens a tanto tempo. E quanto temos dado do que temos recebido? Então terá plena aplicação a palavra do Senhor que disse: «Não vos preocupeis com como ou o que falareis, porque naquela hora lhes será dado o que haveis de falar» (Mat. 10:19). E o Senhor é fiel!

E se você tiver comunhão com o Senhor, o que pode dizer? «Eu estava desamparado, mas me encontrei com Cristo, e agora estou no amparo do seu amor». Que testemunho, que evangelização! «Eu andava sem rumo, minha vida não tinha sentido; muitas vezes pensei em me suicidar. Mas o Senhor me socorreu».

Aquele que está com Cristo encontra o sentido da vida. Porque, se nascemos neste mundo e não conhecermos ao Senhor, teria sido melhor não ter nascido. Para que? Para ser um grande profissional, para entesourar isto ou aquilo, para receber o aplauso do mundo? Que o Senhor nos liberte!

O Filho de Deus veio a este mundo em carne e sangue. Ele fez milagres na terra. As palavras que ele falou, homem algum jamais as falou. E quando o viram glorioso, os corações foram comovidos. «Verdadeiramente, tu eres o Cristo, o Filho do Deus vivente». E se prostraram diante dele.

Finalmente, o Senhor foi para a cruz, e ali, ele pôde dar um brado de vitória: «Está consumado!». Satanás está vencido, e os homens podem sair para a liberdade. Pagou-se o preço de uma eterna redenção, e haverá glória celestial para todas aquelas almas que estavam perdidas. Agora há refúgio em Cristo, aquele que hoje reina pelos séculos dos séculos e que logo aparecerá. Ele é o Rei que retornará. Como não desejar a sua vinda!

Que precioso é Cristo! Ele é a inspiração dos nossos corações. Que ele desperte o serviço de cada servo e cada serva. Irmã, não se conforme apenas em ser uma pessoa passiva na casa de Deus. Seja uma serva do seu Senhor! Irmão, não se sinta feliz só por fazer parte da congregação. Seja um servo do Senhor! Você tem alguém por quem orar, alguém a quem procurar e convidar. E assim têm que surgir outros que amarão ao Senhor e celebrarão o seu nome glorioso. Amém.

Síntese de uma mensagem oral ministrada no Temuco (Chile), em setembro de 2018.

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