Luz no meio das trevas

A atitude dos crentes em tempos de conflito social.

Marcelo Díaz

Graças ao Senhor por esses encontros que temos, nos quais não só há propósito ao sermos edificados na palavra, mas também na comunhão e em crescermos juntos. O Senhor nos sustentou no andar com muitos irmãos com quem tenho caminhado juntos nos últimos anos. Ele quer ter um povo zeloso de boas obras, onde todos tenham o mesmo propósito de servir.

Tempos difíceis

Queremos compartilhar algo em relação à situação que estivemos vivendo nestes dias. A muito tempo que não víamos imagens tão duras na televisão e nas redes sociais. Mensagens violentas e devastadoras. Como país, estamos vivendo um momento complexo, e não podemos nos omitir a respeito disto.

No colégio, na universidade ou no trabalho, temos que nos expor, temos que comentar as coisas que estão acontecendo. Não estamos alheios a isso. Como filhos de Deus, o ponto é: qual é o nosso lugar na realidade social e política? Qual é a nossa posição em Cristo diante do que está acontecendo?

A luz da Palavra

A muitos anos que não víamos algo semelhante. Mas nós somos de Cristo, a nossa vida custou o preço do Filho de Deus e fomos redimidos, inclusive desses aspectos culturais e políticos. Nós fomos abençoados por Deus. As Escrituras nos ajudam para podermos discernir as situações, os contextos, para entendermos o que está acontecendo.

«Porque quem dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem que está nele? Assim também ninguém conheceu as coisas de Deus, senão pelo Espírito de Deus» (1 Cor. 2:11). Quem sabe as coisas do homem? O espírito do homem que está nele, ou seja, no mais profundo de nós. E quem conhece as coisas de Deus? «O Espírito de Deus», diz Paulo.

«E nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que saibamos o que Deus nos tem concedido, o qual também falamos, não com palavras ensinadas por sabedoria humana, mas com as que ensina o Espírito, comparando o espiritual ao espiritual. Mas o homem natural não percebe as coisas que são do Espírito de Deus, porque para ele são loucura, e não as pode entender, porque têm que discernir espiritualmente. Ao contrário, o espiritual julga todas as coisas; mas ele não é julgado de ninguém. Por que quem conheceu a mente do Senhor? Quem lhe instruirá? Mas nós temos a mente de Cristo» (1 Cor. 2:11-16).

Que interessante é isto! Se lermos em várias versões, podemos entendê-la de maneira muito simples. O que está dizendo é que, em toda a criação de Deus, nós somos a única espécie capaz de conhecer tudo e discernir todas as coisas conforme o coração de Deus, porque temos o Espírito de Deus habitando em nós.

Podemos ver como Deus vê e podemos conhecer as coisas como foram criadas.

Discernimento espiritual

Aqui há algo importante. O homem natural vai de um lado para o outro, movido pela emoção, impulsionado por seus pensamentos; é um pobre ser que carrega um montão de informação e que de acordo com a sua realidade discerne o pouco que pode ver. Mas nós que recebemos o Espírito de Deus podemos discernir as coisas espiritualmente, e nisso é temos que colocar a nossa atenção.

Como discernimos o que está acontecendo? Como Deus está vendo a nossa realidade? Como nós vamos falar? Qual será a nossa opinião? Falaremos como homem natural, ou conforme como Deus vê o que está acontecendo?

Devemos saber isto: Nós temos o Espírito de Cristo e podemos ser livres de todas essas paixões humanas. Nós devemos agir e participar com o reino de Deus. Se precisarmos agir aqui ou lá, deve ser da perspectiva de Deus, comprometidos com o Senhor e com sua vontade; não com aquilo que é terreno, mas com o que é de cima, para o qual fomos ligados por Cristo.

Quanto o Espírito de Deus deve zelar por nós quando fazemos um comentário indevido ou damos um like, simplesmente motivados por um meio que está nos dando uma informação. Como o Espírito de Deus deseja! Deus tem uma visão própria, com a qual quer nos ensinar a ver a vida.

A história humana

«Feliz é o homem que não anda no conselho dos ímpios, nem está no caminho dos pecadores, nem na cadeira dos escarnecedores se assenta; mas que na lei do SENHOR está seu prazer, e em Sua lei medita dia e noite! Será como a árvore plantada junto a correntes de águas, que dá seu fruto em seu tempo, e cuja folha não murcha; tudo o que faz prosperará» (Sal. 1:1-3).

O Salmo 1 nos fala do homem celestial, do homem perfeito, Cristo. Por outro lado, o Salmo 2 nos fala do homem terreno. Isto é muito interessante. Seguindo a ideia de uma edição televisiva, que vai selecionando e mostrando imagens, sigamos a sequência do Salmo 2, o salmo da história humana.

No início, a tela mostra uma imagem terrena. «Por que se amotinam as nações, e os povos pensam coisas vãs? Levantam-se os reis da terra, e os governantes conspiram juntamente contra o Senhor e contra Seu ungido, dizendo: Rompamos suas ligaduras, e joguemos de nós suas cordas» (Sal. 2:1-3).

Deus está mostrando a história humana. Esta é a edição. O foco de atenção é o homem. A ação partiu quando os homens se puseram em acordo e cozeram o barro para fazer uma torre que chegasse até o céu. «Vamos, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre, cuja cume chegue ao céu; e façamos para nós um nome, se por acaso formos espalhados sobre a face de toda a terra» (Gên. 11:4).

Deus, "um incômodo"

Essa foi a história da civilização. Constroem-se sociedades e os homens vão tentando desligar-se de Deus, porque Deus é um incômodo para eles. E se reúnem, para que? Para romper as suas ligaduras, as suas limitações. Mas os homens necessitam de uma regulação. Se essa regulação é tirada, vem a tona o homem perverso que vemos nesses dias. Não é um homem bom que virá, mas um animal.

«Rompamos as suas ligaduras». Quer dizer «Eu tenho a minha verdade; sejamos livres, marchemos pela liberdade, pela paz». No entanto, aquele que se junta ao Senhor não pode estar misturado no exercício das coisas desta vida, diz Paulo a Timóteo (2Tim. 2:3). Mas cuidado! Nas coisas que comprometem a fé, comprometem o que o Senhor quer fazer em ti, comprometem o reino de Deus.

«Lancemos de nós as suas cordas». As grandes organizações internacionais vão negando cada vez mais os princípios morais cristãos, erradicando-os da vida humana, com o propósito de um ilusório bem-estar social. Deus é um incômodo; isso nem devemos citar, é quase uma ofensa.

A visão celestial

Há uma segunda câmera que enfoca o céu: «Aquele que habita nos céus rirá; o Senhor zombará deles. Logo falará com eles em seu furor, e os turvará com a sua ira» (Sal. 2:4-5). E em seguida a câmera enquadra à Trindade. Primeiro enfoca o Pai: «Mas eu tenho posto o meu rei sobre Sião, o meu santo monte» (v. 6). O rei, o Ungido; em hebreu, o Messias; em grego, o Cristo.

A câmera agora vai para o Filho, e ele diz: «Eu publicarei o decreto; o Senhor me disse: Tu és meu filho; Eu, hoje, te gerei. Pede-Me, e te darei por herança as nações, e os confins da Terra como tua possessão. Tu os ferirás com cetro de ferro; como vaso de oleiro os esmagarás» (v. 7-9).

Isto é o que o Pai diz para o Filho. É a palavra de Deus. Não é um conto, não é uma história de escola dominical. Esta é a principal verdade que sustenta e sustentará todo o universo, até que cheguemos diante do trono, ao Pai e ao Filho. Cristo foi posto como Rei e Senhor.

E em seguida, o Espírito Santo intervém: «Agora, pois, ó reis, sede sensatos; admiti admoestações, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o filho, para que não se ire, e não pereçais no caminho; pois breve se inflamará sua ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam» (v. 10-12).

Este Salmo nos mostra como Deus vê a vida na terra, os tempos e as civilizações. Estas coisas que estamos vivendo, já foram vividas no passado. É como um círculo. Não podemos colocar a nossa esperança em mudanças políticas ou humanas, muito menos nas pessoas. A nossa esperança, a nossa vida, está em Cristo. A nossa ação deve ser a partir de Cristo. Dele, Deus nos move para nos manifestarmos como filhos dele.

Expressando a Cristo

«Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados» (Mat. 5:6). Mas essa plenitude da qual o Senhor fala no Sermão do Monte não se refere a uma saciedade circunstancial. Em nenhum sistema social seremos saciados. Quem nos sacia com a justiça celestial é o próprio Cristo.

Se quisermos tomar o outro caminho veremos que, ao cabo de um tempo, igualmente estaremos insatisfeito, e não só isso, mas cheio de ódios e separado dos outros. Não encha o teu coração com o lixo do mundo. Você é de Cristo, foi comprado por Cristo e para Cristo, e sendo dele pode orar e pedir ao Senhor sabedoria.

Como devemos nos manifestar como povo de Deus? Que oportunidade temos de servir expressando a Cristo, quem é a justiça, a paz, a vida, a verdade? Todo o resto é circunstancial e te encherá de angústia e de odiosidades terrenas, e te fará dizer e fazer coisas que não quer.

Há outros tipos de análise, sem lugar para dúvidas; mas nós falamos da Escritura, da fé. Somos de Cristo. Não se mova desse lugar. Não se impressione o que o mundo te apresenta. A sua mobilidade emocional deve ser a mesma de Cristo ao ver as multidões como ovelhas sem pastor (Marcos 6:34). Essa é a compaixão que deve reger o nosso coração; não levantar o braço empunhado e sair para fora, mimetizando-se com outros como um homem natural, sem discernir as coisas de forma espiritual.

Uma mente depois do caos

Um psiquiatra contemporâneo diz: «Uma das coisas que mais facilmente inflama o coração de uma pessoa é o espírito de reivindicação». Quando alguém tenta mobilizar um povo, pode administrar informações para acender esse espírito de reivindicação, dizendo: «Esses direitos lhe foram tirados, e eram teus». Não há nada mais reativo que isso, que atenta diretamente contra os filhos de Deus.

Sejamos cuidadosos com o que vemos, com o que lemos, pois por trás disso há um espírito maligno que está movendo tudo. Sim, isto é real. «Porque não temos que lutar contra sangue e carne, mas contra principados, contra potestades, contra os governadores das trevas deste século, contra hostes espirituais de maldade nas regiões celestes» (Ef. 6:12). Há uma mente perversa que inspira o homem sem Deus; mas nós temos a capacidade de discerni-la e de detê-la, porque temos o Espírito de Deus em nossos corações.

Um fato espiritual

Esses dias, tivemos a oportunidade de viajar para Nova Iorque com a minha esposa. Compartilhamos com os irmãos de lá e foi muito lindo. Estando lá, explodiu a crise em Santiago do Chile. A informação que recebíamos era como estarmos vendo um filme. Quem ia sonhar que podia ocorrer algo assim no Chile!

Nova Iorque é o centro do mundo capitalista. É uma cidade muito atrativa por sua arquitetura, sua arte. As pessoas podem transitar mesmo de madrugada, e nos sentimos em um ambiente seguro. Na aparência, vê-se tudo muito controlado. Então pensamos naquela metrópole que vemos nos filmes antigos, quando estava lotada de delinquência, de quadrilhas, de drogas, de prostituição.

Falando com os irmãos novaiorquinos sobre isto, um deles me disse: «Sim, a cidade era assim nos anos 80, 90 e até 2000. Aqui não se podia viver, era uma cidade aterradora, muito insegura. Tal como se via na televisão nesse tempo». Então, o que produziu essa mudança? Alguns explicam a intervenção de um prefeito famoso que limpou a cidade com um plano de tolerância zero. Mas um irmão fez uma análise espiritual que me pareceu muito interessante.

Ele comentou que, quando Nova Iorque ia cada vez mais na direção do caos e da destruição, houve um ponto de inflexão. Foi quando o pastor Davi Wilkerson, um homem de Deus, sentiu o chamado para ir e pregar o evangelho de Jesus Cristo e conseguiu estabelecer uma igreja no meio da Times Square.

Aquele bairro novaiorquino estava cheio de quadrilhas, de drogas, de prostituição. Ele de forma audaciosa foi pregar lá. Há vários livros dele onde conta a sua história. Os jovens bandidos começaram a converter-se, e depois disso a cidade começou a mudar. Sim, o que aconteceu ali foi um efeito espiritual do reino de Deus.

Então, diante do que está acontecendo no Chile, nós, que somos de Cristo, façamos uma análise espiritual, à luz do nosso compromisso com o Senhor. Dele poderemos expor com valentia como são as coisas segundo Deus, qual é a visão de Deus, porque isto é o que finalmente prevalecerá.

Faço um chamado para corrigirmos aquilo em que escorregamos. Cada dia devemos educar o nosso coração com respeito à vontade de Deus. Precisamos analisar toda a informação recebida, e julgar os impulsos terrenais à luz da Palavra, e sermos aqueles pacificadores que serão chamados filhos de Deus.

"Senhor, até quando?"

As Escrituras, como sempre, nos são de grande ajuda a respeito. Muitos servos de Deus, em diferentes situações, tiveram dúvidas e questionamentos. Não é uma coisa má que nós também os tenhamos. E sem dúvida, essas interrogações podem ser resolvidas em Cristo. Vejamos o caso de alguns salmistas:

«A minha alma também está muita perturbada; e tu, Jehová, até quando?» (Sal. 6:3). Aqui vemos uma queixa do salmista. «Até quando, Jehová? Esquecerás de mim para sempre? Até quando esconderás teu rosto de mim? Até quando porei conselhos em minha alma, com tristezas em meu coração cada dia? Até quando será exaltado o meu inimigo sobre mim?» (Sal. 13:1-2). Até quando a injustiça?

«Senhor, até quando verás isto? Resgata a minha alma das suas destruições, minha vida dos leões» (Sal. 35:17). «Até quando, Oh Deus, nos afrontará o angustiador? O inimigo tem que blasfemar perpetuamente o teu nome? Por que retrai a tua mão? Por que escondes a tua mão direita em teu seio?» (Sal. 74:10-11). É uma queixa, e é legítima.

«Até quando, ó SENHOR, clamarei, e não ouvirás; e gritarei a Ti por causa da violência, e não salvarás? Por que me fazes ver iniquidade, e toleras ver a aflição? Destruição e violência há diante de mim, e se levantam pleitos e contendas» (Hab. 1:2-3). Parece uma cena atual.

Muitos homens de Deus na Escritura viveram situações semelhantes às nossas, e também expuseram a sua queixa. Qual foi a sua oração? Orastes pelo país? Clamaste ao Senhor por alguma causa que consideras injusta? Faça esse exercício. Isto é melhor que sair às ruas com um cartaz, porque Deus te responderá.

A resposta divina

Habacuque expôs a sua queixa, e então Deus começa a lhe falar: «Olhai entre as nações, e vede, e maravilhai-vos; porque farei uma obra em vossos dias, que, ainda quando contares, não acreditarão» (Hab. 1:5). O Senhor começa prometendo uma intervenção tão poderosa que será quase inacreditável.

«Porque eis que eu levanto aos caldeus nação feroz e fogosa, que caminha pela largura da terra para se apoderar das moradas alheias. Eles são formidáveis e terríveis; deles mesmos, procedem seu direito e sua exaltação. Seus cavalos serão mais ligeiros que os leopardos, e mais ferozes que os lobos noturnos, e seus cavaleiros despregarão rapidamente; virão de longe seus cavaleiros, e voarão como águias que se apressam a devorar. Todos eles virão com violência à presa; o terror vai adiante deles, e cativos serão recolhidos como areia. Eles escarnecem dos reis, e, dos príncipes, fazem zombarias; riem-se de todas as fortalezas, pois levantam terraplenagem e a tomam» (V. 6-10).

O profeta começa a ver essas injustiças sociais, vendo que Deus opera de uma maneira aparentemente injusta com os ímpios, e sofre um conflito emocional.

Por que Deus opera assim? Por que a injustiça prevalece sobre a justiça? Certamente, esta é uma reclamação humana; mas Deus em seu santo templo, com amor e paciência, começa a responder. Deus dialoga com Habacuque e promete fazer uma obra poderosa.

«Estarei em meu posto de vigia, e sobre a fortaleza firmarei o pé, e velarei para ver o que me dirá, e o que responderá no tocante à minha queixa. E o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão, e grava-a bem clara nas tábuas, para que aquele que passe correndo possa vê-la. Mesmo que a visão esteja ainda por se cumprir, a seu tempo, apressa-se para o fim, e não enganará; ainda que demore, espera-o, porque, sem dúvida, virá, e não se atrasará. Eis o orgulhoso! Sua alma não é reta, mas o justo viverá por sua fé» (Hab. 2:1-4).

Deus sempre responde com a sua visão. Escute bem: a resposta de Deus pode demorar, mas vem. Sem lugar para dúvidas, há um propósito nas coisas que estão acontecendo. Deus está em seu santo templo, e ele não perdeu o controle.

«Eis o orgulhoso! Sua alma não é reta». Este age e procede conforme as suas paixões e seu orgulho, e pensa coisas vãs. «Mas o justo viverá por sua fé». Este é o versículo que começou a Reforma, com Lutero e outros, para abrir um espaço novo de salvação e apropriar-se das realidades espirituais a partir da fé.

«O justo por sua fé viverá». O justo vive dependendo da mão de Deus. O mundo correrá daqui para lá, mas o justo se resguarda; ele guarda o seu coração em Deus, na fé, e ali está seguro. E embora pareça ridículo, dali não se move, porque no fim dos tempos e da história, esse justo terá a razão, porque Deus não desamparará a sua palavra. «Embora possa demorar», a resposta de Deus chegará.

O profeta começa a pronunciar «os ais» contra os injustos. Ali há um versículo precioso, que resume o evangelho, o propósito de Deus. «Porque a terra será cheia do conhecimento da glória de Jehová, como as águas cobrem o mar» (2:14).

Esta é uma realidade espiritual histórica, real, que acontecerá. E é a nossa verdade, nossa vida, nossa realidade espiritual, da qual não devemos nos mover.

Um cântico de louvor

No capítulo 3, Habacuque percebe toda a situação com um entendimento novo, refrescado pela Palavra, e em um cântico, em uma oração, descreve a glória do Senhor e termina com uma passagem preciosa:

«Pois ainda que a figueira não floresça,
nem haja fruto nas vides,
ainda que falte o produto da oliveira,
e os campos não deem mantimentos,
e as ovelhas faltem no aprisco,
e não haja vacas nos currais;
contudo, eu me alegrarei no Senhor,
e me regozijarei no Deus de minha salvação.

O Senhor Deus é minha fortaleza,
o qual faz meus pés como os das corças,
e em minhas alturas me faz andar».

Este homem que começou cheio de interrogações, termina com louvor, com ações de graça, com um reconhecimento e uma confiança no que Deus fará, porque Deus é justo e verdadeiro. «Contudo, eu me alegrarei no Deus da minha salvação». Bendito seja o Senhor!

Faço este chamado ao coração, para não cairmos na vaidade do mundo, nem na rebelião, nem na informação tendenciosa. E mesmo que a realidade seja tal qual se está mostrando, a nossa ação é à partir de Cristo, não da nossa raiva, não das frustrações, nem da injustiça.

O Senhor abrirá novas oportunidades para podermos servir-lhe, neste tempo de caos, como filhos de Deus.

O nome do Senhor seja bendito!

Síntese de uma mensagem oral ministrada em Temuco (Chile), em novembro de 2019.

Design downloaded from free website templates.